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[ENTREVISTA] Alex Francisco, "A Visita"

Fala galerinha, cês tão bem? Então, hoje eu vim todo feliz, serelepe pimpão para trazer pra vocês a entrevista com o Alex Francisco, parceiro e autor do incrível "A Visita" (quem te resenha em vídeo, em texto e ainda teve promoção aqui no blog). 

Pra quem não viu a resenha (tá esperando o que? Clica Aqui agora!), bom, saiba que o livro é incrível e o autor super simpático e atencioso com a nossa equipe. Claro que, quando surgiu a proposta da entrevista, topamos na hora. Acontece que ela ia rolar na Bienal do Livro, mas advinha quem trocamos o horário do evento do Alex? Pois é... culpa nossa :(

Mas agora o Alex respondeu todas as nossas dúvidas e ainda fez revelações em primeira mão pra gente (chupa concorrência). Confiram:
- Defina "A Visita": um drama romântico ou um romance dramático?
Não gosto muito de categorizar "A Visita", mas acredito que é um romance dramático, pois todo o enredo está ligado ao envolvimento amoroso dos protagonistas. É por conta dessa relação homoafetiva entre Dalmo e Tales que os demais personagens se movimentam na história. Acredito que o diferencial de "A Visita" é como essa história de amor é contada, ou seja, temos um casal que se reencontra no presente, lembra do passado, descobre o que de fato aconteceu nesse passado e, a partir disso, redesenha seu futuro, se é que isso é possível dados os fatos.

- Da onde surgiu a ideia para um romance homossexual que é apresentado ao leitor/espectador de dentro de uma cela?
Como o texto foi pensado primeiramente para o teatro, a ideia era centrar a história em um único cenário, a cela. A partir daí, os flashbacks se desdobravam dentro da própria cela, como se Dalmo e Tales enxergassem ou revivessem sua história ali, naquele lugar incomum para o amor deles. O confinamento sempre me pareceu muito interessante do ponto de vista dramatúrgico, pois os envolvidos são colocados em conflito o tempo todo. "A Visita" ainda bebeu da fonte do cinema alemão do anos 1970, quando os personagens colocavam seus sentimentos para fora por meio das palavras. Eles não só sentiam, eles diziam. Então, imagine dizer tudo estando confinado em uma cela?

- Qual foi a cena mais difícil de escrever?
Não houve uma cena mais difícil de ser escrita, mas duas delas me emocionaram bastante. A primeira, foi o conselho final dado por Rosana a Tales. Foi a última fala que escrevi do livro, que já estava pronto para ir para a gráfica. Durante muito tempo a voz da Rosana ecoava em minha mente querendo falar algo, dar um ultimato no Tales, na vida, no mundo. Pedia a editora que esperasse um pouco, coloquei esse desabafo da Rosana e a voz dela partiu feliz de perto de mim (rs!). A outra cena é a final. Escrevo com a ideia do que quero para a última cena, mas ela só me materializa no ato da escrita e sou surpreendido pelo que acontece, assim como quem lê. Gostei do resultado.

- Você se baseou em alguém para criar os personagens? Especialmente Rosana que é tão iconicamente exagerada.
"A Visita" é ficção, mas bebe da vida real. Há uma colagem, uma composição para cada personagem. Dalmo representa os muitos homens gays que vivem sua sexualidade de maneira discreta. Tales se aproxima do jovem que hoje sabe o que é ser gay, mas ainda não entende sua importância social (se é que ela é necessária, e o livro discute isso). Inácio foi inspirado em uma mulher, que não aceitava o filho, e a situação da mentira (quando Tales diz ao pai que Dalmo é um amigo) aconteceu comigo. Eu fui o Dalmo, colocado como o "amigo" diante da sogra. Fernando foi inspirado em um amigo meu que era executivo em um banco, mas não podia se assumir, por medo de perder o emprego. A dramaturgia potencializou isso e o levou para a drag queen Nina Shine, um personagem que gosto bastante. Já o Cadu teve uma inspiração plástica. Ele foi concebido com o visual sexy do Netto Soares, o dançarino da Wanessa.

- Por que escolher habitar a história no ano de 2001?
Foi um ano de transições para o mundo: a chegada de um novo século, a internet ganhando espaço, o mercado gay se reconhecendo e tomando forma, uma nova revolução sexual despertada pela série "Queer as Folk" nos EUA e o ataque terrorista de 11 de setembro. Foi o momento em que o mundo precisou se repensar. Se as pessoas começam a se repensar, Dalmo e Tales também. E essa metalinguagem que leva Tales para o World Trade Center não é gratuita, pois era no momento em que esse jovem precisava ser tirado da zona de conforto, entrar em crise, se chocar com a vida. Não repensamos no sentido da vida cada vez que alguém próximo morre? Tales precisava desse abalo físico, desse terror. 2001 também é o ano da boa música, presente em nossa trilha sonora com Kylie Minogue, Alicia Keys, Coldplay, Muse, entre outros, em um trabalho de pesquisa musical primoroso feito pelo produtor musical Renan Alves. Segue o link da playlist:http://migre.me/eMAX4.

- Como foi o processo de publicação? Desde o momento que recebeu a notícia de que seria publicado até ter o livro em mãos...
A ideia era que "A Visita" chegasse a um público que, posteriormente, ficaria interessado em ver a montagem e, além disso, tivesse uma interação real com o texto. Ou seja, por ser um texto de teatro, em algum momento, ao ler, ele pronunciaria as falas e se apropriaria daquilo fazendo as vezes do ator. Procuramos por três editoras e fechamos uma parceira com a All Print. Todo o processo de arte e divulgação ficou a cargo de uma equipe que trabalha comigo em projetos pessoais. Quando recebi o primeiro exemplar de "A Visita" fiquei, de fato, sem palavras.

- Por que na capa temos duas mãos unidas e uma delas tem cortes no pulso, já que nenhum dos dois pratica automutilação?
A capa trabalha com signos que representam Dalmo e Tales. O braço com os cortes são para remeter o leitor ao sofrimento dos personagens na cela, ao atentado contra a vida, ao desespero. Logo, esse mesmo braço permite uma dupla interpretação: aquele é o braço de Dalmo ou Tales. Há uma sutileza no toque das mãos, que contrasta com aquela forma opressora de estar algemado. E, por fim, mãos diferentes unidas e atadas: o amor em meio a angústia. Foi um belo trabalho feito por Pedro Carvalho (modelo), Marcus Lyra (semioticista), Maya Quirino (diretora de arte) e Renan Alves (fotógrafo e design).

- Você chegou a cogitar um final diferente para o livro ou talvez escrevê-lo de uma forma diferente da de peça?
Vou revelar a vocês: "A Visita" foi construída com dois finais. O primeiro, é o que está no livro, o oficial. O segundo, está trancado a sete chaves e é mais desestabilizador que o primeiro. As pistas desse final alternativo estão claras em toda a história.

- Acredita que conseguiu o resultado que queria ou mudaria algo na história?
Sim, o resultado foi bastante positivo. O que me deixou mais feliz foi saber que as pessoas receberam o livro de braços abertos, e não só o público gay, mas também o público heterossexual, que se interessou pela história de amor que conta o livro. Saber que as pessoas, talvez, quebraram algumas de suas barreiras para ler "A Visita" é uma grande prova de que o respeitar as diferenças é possível e que o livro deu certo.

- Algum novo projeto? Se sim, o que pode nos contar?
Sim, já estou trabalhando em um novo projeto que deve ser anunciado em breve.

- E pra finalizar, gostaria que você convidasse a galera à ler "A Visita" e desse (mais) motivos para eles lerem.
Galera do Connect Qu4tro espero que vocês se emocionem com "A Visita", que conta a história de um casal gay e mistura emoção, sensualidade, humor, música, mistério e muitas reviravoltas. Faço o convite para que não apenas leiam, mas que entrem na vida dos personagens e encontrem neles coisas do seu cotidiano, da sua vida ou da de conhecidos. Torço para que tenham uma experiência única!

[LIVRO + SORTEIO] A Ilha de Kansnubra e o Portal Perdido

Título: A Ilha de Kansnubra e o Portal Perdido
Editora: Novo Século
Autor: Andrews Ulisses
Páginas: 280

Sinopse:

Garley é um tímido estudante de dezesseis anos que encontra um misterioso medalhão de ouro e é transportado a uma ilha chamada Kansnubra. Localizado no enigmático Triângulo das Bermudas, este fantástico lugar é palco de mago, bruxas e dragões. Para encontrar o portal perdido e retornar a sua vida normal, Garley deverá criar coragem e cumprir uma missão. Com a ajuda de Aldrich, Johnny, Laura, Jorge e Alix, eles partem em direção ao Monte Tylan, mas monstruosas criaturas e poderosos inimigos cruzam o caminho dos jovens. Será que Garley conseguirá enfrentar seus medos e alcançar o objetivo?
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"A Ilha de Kansnubra" é o primeiro livro do autor parceiro (e jovem!) Andrews Ulisses. Um livro de fantasia que faz jus ao gênero à que pertence. Repleto de magia, criaturas, mistérios, luta do bem contra o mal e com direito a gostinho de Harry Potter. Ué, como assim?

Bom, acontece que em certas partes da história de Garley e seus amigos, eu conseguia visualizar o jovem bruxo Harry de apenas 11 anos (essa não é a idade de Garley; ele tem 16) descobrindo todos os encantos, perigos e magia daquele mundo completamente maravilhoso. Isso ocorre com Garley. O deslumbramento com a descoberta de um portal mágico; a magia praticada de maneira errada por um grupo; toda a questão de ser "O Escolhido".... tudo isso acaba gerando, inevitavelmente, a associação ao mundo de J.K. 

Mas essa associação para por aí. Andrews nos apresenta uma história mágica que mistura mistério, segredos, fantasia e espadas! Sim, espadas! E pode parecer meio louco, mas são elas as grandes responsáveis pelas mágicas e pelo destino de Garley.

O livro flui bem e a história é interessante. Um livro que pude dividir entre capítulos que correm rápido e nos deixam ansiosos por mais e capítulos que quebram um ritmo e nos deixa com pé atrás quanto à história. Mas isso tudo chega a fazer sentido no final. A forma como foi alongado certa cena e certa citação ou como foi rápida a passagem de tempo entre uma coisa e outra se torna totalmente válida e explicável ao final.

Um ponto negativo para o livro: muitos erros de edição e digitação. A Novo Século deixou passar erros grotescos e outros sutis (tais como trocas de palavras, junção de palavras, letras que não deveriam estar junto à tal palavra, falta de acento etc). Isso pode acabar sendo prejudicial para a história caso o leitor seja mais jovem, por exemplo.

Um ponto mega positivo é a criatividade do autor. As criaturas que Garley encontra em Kansnubra (seja na cidade ou na floresta à caminho do Monte Tylan) são apresentadas em ricos detalhes, o que nos permite imaginar e viajar para as terras da ilha.

Um livro leve e que promete ser um trava línguas e um bom exercício para a cabeça (afinal não é qualquer um que consegue lidar com os nomes difíceis...). O final me deu a entender que talvez tenhamos uma segunda aventura de Garley, Alix, Jorge e todo o resto. Quem sabe...




Então, ficou curioso e querendo ler "A Ilha de Kansnubra e o Portal Perdido"? Então se segura e corre pro formulário Rafflecopter aí embaixo para concorrer a um exemplar (com direito a marcador e dedicatória do autor) e também vários marcadores legais (vamos divulgar quais serão na página do Facebook). 


a Rafflecopter giveaway


Regras de Participação:
- Não vale participação da equipe do blog!
- O ganhador deve ter endereço de entrega no Brasil.
- O ganhador têm até 48h para responder o e-mail de contato.
- O envio é de responsabilidade do blog.
- O prazo de entrega é 30 dias após o anúncio do ganhador.
- A promoção é válida até às 23:59h do dia 30/09, com sorteio no dia seguinte.



[LIVRO] Escola de um Destino

Livro: Escola de um Destino
Editora: Livros Ilimitados
Autor: Sidney Santborg
Páginas: 86


Sinopse:

Com o livro Escola de um Destino, o leitor ganha combustível para buscar a realização de seus sonhos e enfrentar os percalços apresentados no decorrer da vida. Em um universo de poucas oportunidades, o esforço e dedicação os levam a uma realidade até então apenas vista pela televisão. Mas será que esse novo mundo pode modifi­cá-los? Será que as más in‑fluências podem corromper aqueles que têm uma meta na vida? O início é duro, sair do convívio da família e da cidade para estudar em uma grande escola, onde todos os dias se faz necessário uma prova de força de vontade, superação e comprometimento com o estudo, pois os fracos se deixam levar... Mergulhando em abismos que os afastam do sonho e do foco principal.
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   Nossa, fazia um tempo que eu não lia um livro "real", sempre fantasias, ou com realidades bem mais distantes da minha. E foi bom ter voltado a realidade com "Escola de um Destino".

   Escola de um destino conta a história de quatro rapazes, Antônio, José Pedro, João Paulo e Marcos, que são nordestinos e após Antônio ter visto algumas referências, ter pesquisado bastante e tudo mais, convence os outros três amigos a tentarem a vida em um internato no Rio de Janeiro. Depois de terem estudado muito, depois de muito sacrifício, depois de abrir mão de muita coisa, eles são aprovados nessa escola, e se pensa que o desafio e o sufoco acabou por aí, que eles viriam para o Rio e estaria tudo perfeito, está enganado, é aí que começa a verdadeira luta.
   
   Sidney decide por uma maneira interessante de narrar a história. Diante dos olhos do leitor ele apresenta, desenvolve e destrói a vida dos seus personagens. E não adianta ficar com pena, porque no final tudo o que acontece é para tirar a reflexão, te fazer pensar, te dar um tapa na cara, por assim dizer.

   O livro é bem curto, com uma narrativa bem rápida, típico para se ler em um dia, mas isso não tira nem um pouco o brilho da história. Ele nos dá uma verdadeira lição de moral e nos faz ficar pensando durante um tempo sobre tudo que nos foi passado. O mais legal é no final ver o verdadeiro motivo do título do livro.

   É muito bom ver, que apesar de ser uma ficção, a história é muito real e pode acontecer com qualquer um, ou com qualquer conhecido. Uma típica história de compreensão de valores e formação de caráter. Bom para jovens ou crianças, um "acorda" pra vida, para nos mostrar que a vida não são só flores, que para seguir nossos sonhos vamos encontrar obstáculo e tentações. Nos mostra que devemos ter foco pra conseguir nossos objetivos e que devemos estar preparados para as diferentes barreiras que podem surgir.

   Sidney tem uma escrita bem leve e de fácil compreensão. E só tenho a agradecer ao autor por ter topado a parceria, muito obrigado mesmo, estamos esperando por novos trabalhos.

  
   

Book Trailer de Escola de um Destino:


[LIVRO + PROMOÇÃO] A Visita

Livro: A Visita
Editora: All Print
Autor: Alex Francisco
Páginas: 108

Sinopse:


Dalmo cumpre pena por um crime que não cometeu. Na prisão, ele recebe a inesperada visita de Tales, seu namorado, que consegue burlar a guarda do presídio para estar junto do amado e, assim, diminuir o peso e a dor causados pela distância. Em um misto de prazer e ousadia, os amantes acabam trancados na cela, fadados a ter a madrugada como anfitriã e carrasca. Confinados, Dalmo e Tales relembram momentos da relação, seus prazeres, dissabores, vitórias e derrotas. Essa passagem é decisiva em suas vidas e acontece alheia à dura realidade que os aguarda quando o sol invadir o cárcere pela manhã.
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Para quem não quiser ler a resenha escrita, ela saiu em vídeo também! No final do post :)

A Visita é um drama escrito para o teatro e narra a vida de Tales e Dalmo. Eles são um casal – sim, é uma história onde o casal principal é homossexual, e daí? – A história se passa dentro de uma cela na prisão. Dalmo foi preso injustamente por um crime que não cometeu e, driblando a segurança do presídio, Tales consegue ficar após o horário de visita para surpreender seu amado. Quando os dois se encontram, eles começam a lembrar de tudo o que aconteceu até aquele momento. Como eles se conheceram, como Tales não quis se assumir e tudo o mais, até nos dar o desfecho com o motivo da prisão de Dalmo.


Esse foi o primeiro livro escrito para o teatro que eu li e confesso que fiquei surpreso ao gostar e sentir mais facilidade na leitura dele. Mesmo com as marcações de interpretação, cenário e tudo mais, em determinado momento você não os lê mais como parte da história e acaba se vendo atuando, como manda o “script”.

A escrita do Alex é boa e correta. “Ah, porque eu digo correta?’Correta no sentido de se adequar à história. Fazendo uso de abreviações casuais como “pra” e “tá”, ele faz com que vivenciemos à história, conseguindo imaginar todas os diálogos como sendo nossos numa roda de amigos.

As reações e gestos dos personagens somados à esse vocabulário casual conseguem fazer o leitor imaginar toda a peça decorrendo em sua cabeça, ou melhor, como se estivesse realmente sentado em um teatro, assistindo àquilo tudo.

São trabalhados 7 personagens e, posso dizer?, QUE PERSONAGENS! Além do maduro e assumidamente gay com orgulho Dalmo, do indeciso e inseguro Tales, ainda temos a estrela irônica, o tio sincero e drag Queen, o playboy ressentido e vingativo, o pai que não suporta a ideia do filho gay e o traficante barra pesada. Personagens totalmente diferentes com personalidades e importâncias incríveis para a história.

Dentre todos eles, dou destaque para Rosana e Fernando. Rosana é uma cantora de bar muito da irônica e dessas que dizem o que pensam, sem segurar a língua.(aliás, eu imaginei Rosana como uma mistura de Nany People com Rogéria – apesar da personagem ser mulher -, então imaginem...) Já Fernando, ou Nina se preferir, é um empresário que vive uma vida dupla: escritório e terno de dia, palco e bate cabelo à noite. Uma drag com o estilo “bicha má”, bem ácido. Ambos foram responsáveis por tiradas e frases que me fizeram rir horrores.

“Me revolta essas gays que não sabem o que quer da vida e ficam inventando frases de autoajuda pra se desculpar” – Rosana
Além de tudo isso, ainda temos referência à incrível Maysa e isso parece que foi para acabar comigo, porque se tem alguém que pode destruir uma auto-estima é Maysa.

A história se passa no Brasil em 2001, mas em determinado momento temos a inclusão do atentado às Torres Gêmeas e um dos personagens acaba se salvando desse acidente. Apesar de julgar desnecessária a cena, consegui me arrepiar. Cumpre o papel de dar espaço entre as cenas e de emocionar.

A única reclamação que eu tenho pra A Visita fica quanto à parte final do livro. “Ah, você não gostou do final?” não, não é isso. Eu amei o livro, a história e os personagens. Acontece que na última parte rola, infelizmente, alguns erros de digitação, gramação e até mesmo troca de nomes de personagens. E esse é o único motivo que me impede de dar 5.

A Visita é do autor Alex Francisco, parceiro do blog e posso falar? Fiquei muito feliz com o resultado da parceria. Além de ter sido atencioso e simpático comigo, quando entrei em contato com ele, ainda recebemos um livro desses!





O autor vai estar na Bienal, no dia 07/09 e vamos estar lá e faremos uma entrevista com ele! E, para fechar a parceria com chave de ouro, vamos ter uma promoção! Serão 3 exemplares de A Visita. A promoção vai rolar até o dia 07/09 e serão três ganhadores que vão poder se deliciar com essa história de amor proibido. Para participar é só responder às chances do formulário do Rafflecopter abaixo:

a Rafflecopter giveaway 


Regras de Participação:
- Não vale participação da equipe do blog!
- O ganhador deve ter endereço de entrega no Brasil.
- O ganhador têm até 48h para responder o e-mail de contato.
- O envio é de responsabilidade do autor.
- O prazo de entrega é 30 dias após o anúncio do ganhador.
- A promoção é válida até às 23:59h do dia 07/09, com sorteio no dia seguinte.

[NOVIDADES] Autores Parceiros!

Olá galerinha! Hoje eu vim com uma novidade que nos deixou muito felizes. Temos parcerias novas! Gente, vocês não fazem ideia de como é gratificante fechar uma parceria. É uma sensação boa porque você vê que seu trabalho está sendo reconhecido, sabe? É estranho, mas é bem isso mesmo. 

Bom, hoje eu vim definitivamente apresentar pra vocês a nossa nova aba (ali em cima no menu) com os nossos Parceiros e a biografia de cada um. Primeiramente, eu vou explicar o porque de termos decidido fazer essa postagem em conjunto: são muitos autores e ficaria massante fazer postagens repetidas para anunciar as parcerias. Mas todos terão seu espaço para divulgação, afinal é o propósito de todos: ter seu trabalho divulgado e reconhecido. 

Nessa postagem eu vim apresentar os livros dos nossos queridos parceiros. Mas, como eu já disse, se você quiser saber mais sobre cada um deles, só ir na aba de Parceiros.


















[PROMOÇÃO RELÂMPAGO] POBRE NÃO TEM SORTE 1&2


Fala galera, como vocês tão? A gente está em estado de êxtase, ainda mais com essa notícia boa pra dar pra vocês. Como vocês viram, fechamos algumas parcerias com autores brasileiros bem legais (aliás, obrigado a todos eles <3) e uma delas foi a Leila Rego (você confere mais sobre ela na aba de Parceiros). 

E advinha só? Você, querido leitor, também vai adorar essa parceria, porque a autora vai disponibilizar um exemplar de "Pobre Não Tem Sorte" e um de "Pobre Não Tem Sorte 2" para um só ganhador! Quer participar? Então confere as regras e depois corre pro formulário do Rafflecopter.



Regras e Esclarecimentos Gerais:

- Não serão aceitas participações de membros do blog!
- É necessário ter endereço de entrega no Brasil
- O prazo de entrega é de 30 dias úteis a partir da data do anúncio do ganhador
- O envio é de responsabilidade da autora
- O ganhador terá 48h para responder o e-mail de contato. Caso não haja resposta, um novo sorteio é realizado
- A promoção é válida até o dia 27/07 (sim, uma semana apenas!) até 12h e o sorteio será realizado às 15h do mesmo dia, com divulgação nessa publicação, no twitter e na página do blog.
- Você não é obrigado a realizar todos os procedimentos do formulário para participar. Mas, quanto mais tópicos você realizar, mais chances você tem de ganhar.

Boa sorte!

a Rafflecopter giveaway

[LIVRO] Amigos Inimigos


Livro: Amigos Inimigos
Editora: Novos Talentos
Autora: Vanessa Martinelli
Ano: 2012
Páginas: 104

Sinopse:
Maria e Jack eram amigos quando criança. Daqueles que se dorme na casa e brinca das mesmas coisas. Mas eles cresceram e a idade esmoreceu a amizade. Tomaram direções opostas. Demais até. E você? Já teve um amigo-inimigo?
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Quando recebemos o livro da Vanessa Martinelli, veio junto uma carta dela dizendo que teríamos de ler com mentes de 11-13 anos, já que esse era o público alvo.

Amigos Inimigos é um livro da Vanessa Martinelli, nossa parceira aqui do blog, que, realmente gostamos bastante. Confesso que quando pegamos Amigos e Inimigos pra ler surgiu um certo preconceito, por ser um livro infantil e consequentemente pensamos que fosse “bobinho”, porém depois de ler algumas páginas do livro esse pensamento desapareceu instantaneamente, porque o livro tem um linguagem simples, por ser propriamente um livro infantil, mas possui uma história linda que com certeza quem ler vai se identificar em algum momento. Nunca tinha lido e gostado de livros de autores nacionais, mas esse foi diferente.
Amigos Inimigos conta a história de Maria e Jack, que eram muito amigos quando eram crianças e, hoje, não são mais “tão amigos assim”.

É um livro fofo, leve e divertido. Vanessa nos trás uma história com personagens típicos e situações estranhas e normais para adolescentes.

A escrita corre bem e a Vanessa conseguiu fazer com que a história parecesse bem real. Conseguimos relacionar alguns dos personagens com alguns amigos nossos, porque ela deu personalidades aos personagens que são bem comuns nos adolescentes de hoje, coisa que gostamos bastante.

Se a história fosse voltada para um público mais velho, um infanto-juvenil até, com mais história e mais reviravoltas, seria um livro perfeito. Mas enfim sendo um livro infantil não ficou nem um pouco atrás de outros que já vi, na verdade está muito melhor que a maioria, pois a autora conseguiu adaptar uma história inocente pra o mundo descolado das crianças que vemos hoje em dia.

O ponto negativo do livro é que ele é muito pequeno e nos deixa com gostinho de quero mais. A história poderia ter sido um pouco prolongada, para nos satisfazer um pouquinho mais...

No geral, o livro é muito bom e me fez acabar com o preconceito com a literatura brasileira (algo que eu achei que fosse impossível). Então, que venham mais livros brasileiros como esse!

Ao final de “Amigos Inimigos”, você vai estar simpatizado com todos os personagens. E, quando você fechar o livro, vai sentir falta de mais capítulos, mas com um sorriso no rosto.

Você pode adquirir o livro "Amigos Inimigos" da Vanessa Martinelli por aqui: